Alguns segundos se passaram desde as visões e a explosão do Espelho das Revelações. O escudo místico que Circe havia erguido para protegê-los salvara a vida deles. O feitiço lançado pela Circe do "futuro" tinha poder o bastante para tê-los matado. Ela havia se recuperado mais depressa que Anuar-El que ainda estava em estado de choque parecendo ainda estar dentro da visão. Como estavam de mãos dadas ela começou levemente a apertar a mão dele tentando trazê-lo de volta a realidade. Em alguns segundos ele retomou a lucidez. Seu olhar era um misto de perplexidade e ira. Ela percebendo isso soltou rapidamente a mão dele e afastou-se a uma distância segura. Anuar-El quebrou o silêncio:
- Como tudo isso poderia acontecer? estou atônito sinto-me impotente.
- Sério? e como você acha que me sinto ao me ver ao lado de Tiamat e seu séquito ajudando a dominar um mundo que lutei tanto para que fosse livre de seres como aqueles que vimos a pouco. Aquela não era a Circe que eu e você conhecemos. Venha vamos sair dessa sala.
A cozinha de Circe tinha um pé no presente e um pé no passado. Artigos práticos e modernos contrastando com o mobiliário no mínimo datado da idade média. A cozinha era ampla como eram as cozinhas dos palácios e castelos antigos. Anuar-El sentou-se em uma mesa longa feita em carvalho e que ao invés de cadeiras tinha bancos. Circe retornou com duas taças de ouro ornadas com pedras preciosas vermelhas.
- Bom hoje tomaremos nosso vinho como Reis.
- A quem pertenceu essas taças?
- Carlos Magno, ele tinha muito bom gosto. Dando uma piscada para Anuar-El.
- Ia te perguntar o que fazia pelo lado de Aquisgrano, mas agora já faço ideia. falando ironicamente.
- Maldoso, ele foi um grande amigo de tempos difíceis. Faça-me um favor, ali naquele naquele canto (apontando para um canto mais distante fora da visão de Anuar-El) tem umas Ânforas, escolha uma e traga aqui para a mesa.
A cozinha de Circe tinha um pé no presente e um pé no passado. Artigos práticos e modernos contrastando com o mobiliário no mínimo datado da idade média. A cozinha era ampla como eram as cozinhas dos palácios e castelos antigos. Anuar-El sentou-se em uma mesa longa feita em carvalho e que ao invés de cadeiras tinha bancos. Circe retornou com duas taças de ouro ornadas com pedras preciosas vermelhas.
- Bom hoje tomaremos nosso vinho como Reis.
- A quem pertenceu essas taças?
- Carlos Magno, ele tinha muito bom gosto. Dando uma piscada para Anuar-El.
- Ia te perguntar o que fazia pelo lado de Aquisgrano, mas agora já faço ideia. falando ironicamente.
- Maldoso, ele foi um grande amigo de tempos difíceis. Faça-me um favor, ali naquele naquele canto (apontando para um canto mais distante fora da visão de Anuar-El) tem umas Ânforas, escolha uma e traga aqui para a mesa.
No lugar indicado havia uma dúzia de Ânforas bem antigas, ele escolheu uma tirou a poeira e algumas conchas que estavam incrustadas nela e levou para a mesa.
- Faça a honra, por favor. Pediu Circe enquanto cortava pedaços generosos de um queijo.
Enquanto ele destampava e servia ela comentou:
- Esta reserva é muito especial. Ela faz parte da sobra de uma casamento que aconteceu em Canã.
- Como conseguiu este vinho? hesitando em colocar na boca.
- Calma! recuperei de um naufrágio. Qual o seu receio? Se foi ele mesmo que o criou qual o problema?
- Só por isso...
Anuar-El ergueu a taça acima da cabeça fechou seu olhos por alguns segundos e então tomou o primeiro gole do vinho.
- Incrível! que maravilha!
Logo ele foi seguido por Circe.
- Só posso dizer... Divino! e não conteve o riso.
- Até Anuar-El não se conteve e ambos começaram a rir da piada infame de Circe.
O riso fez com que a tensão se dissipasse e os dois recuperassem a lucidez de pensamento. Circe tomou uma grande golada do vinho e olhou fixamente para Anuar-El esperando que ele compartilhasse seus pensamentos com ela. Ele tomou mais um gole do vinho olhou detidamente para a taça. Depois disso fixou seu olhar em Circe. Enquanto bebiam começaram a conversarem sobre tudo que viram.
- Jamais poderia imaginar um futuro tão sombrio como este. Morte e destruição. Pessoas queridas sendo mortas ou traindo aqueles que gostam delas.
- Sou obrigada a concordar com você. Você conhece a Dahlia Negra?
- Sim ela era uma de nossas melhores guerreiras. Mas não conseguiu superar a perda das Asas.
- Acredito que para os seres alados a perda desse capacidade deve ser insuperável. Como isso aconteceu?
- Gumym-El estava em uma missão, quando teve as asas arrancadas por um terreno no planeta G5.
- Que horror. Imagino o quanto ela deve ter ficado revoltada.
- Certamente, mas conheço casos de Dahlias que conseguiram superar, infelizmente ela não irá.
O silêncio tomou conta dos dois. Eles beberam mais um gole em silêncio. Havia uma pergunta pairando no ar. Alguém teria que faze-la, porém nenhum dos dois queria ser o primeiro. Por mais que Anuar-El fosse o líder, o guerreiro, ela sabia que ele era justo, se sacrificaria por qualquer um que ele achasse que merecesse isso, mas para ele estava difícil.
- E o que faremos comigo?
- Não tenho a menor ideia Kirkê.
- Quando você me chama pelo meu nome verdadeiro me sinto velha.
- Te chamo assim para lembrar a quanto tempo te conheço e por tudo que passamos. Quase nos extinguiram, mas nossas forças nos salvaram e saímos vitoriosos contra o mal. Esse mesmo mal que está retornando em busca de poder e vingança.
- Sabe que se eu não existir, Tiamat não terá como concretizar seu plano.
- Você não é a peça fundamental para isso acontecer. Se não for você sabemos que ela têm outras opções. Existem outras feiticeiras que não exitariam em entregar esta dimensão a Tiamat apenas pelo status de poder que teriam.
- Nesse ponto concordo com você. Mas então como impedi-la?
- Temos que destruir a Dahlia Negra. Ela sim possui um poder que não muito além de qualquer Dahlia que conheço.
Apesar de todas as considerações a respeito da visão do futuro, uma pergunta estava no pensamento dos dois ainda sem resposta: Como uma Dahlia morta retorna ao plano terreno e torna-se uma poderosa arma de extermínio a serviço de Tiamat?
Anuar-El pegou mais um pouco de vinho e por alguns segundos ficou olhando para a taça, pensando na resposta a pergunta.
- Como uma Dahlia...
Antes que Circe terminasse a pergunta uma voz desconhecida a interrompeu.
- Talvez eu possa responder essa pergunta Circe.
Quando os dois surpresos olharam em direção a porta da cozinha, não acreditaram no que viam. Era um homem vestindo uma roupa típica dos povos antigos da América Central. Apesar de pele queimada de sol podia se ver pelos traços que ele era caucasiano. Seus olhos verdes acentuavam mais ainda a impressão.
- Como você chegou aqui? perguntou Circe desconcertada por achar que seu refugio era impenetrável.
- E quem é você? e como pode ter essa resposta? perguntou um Anuar-El cauteloso.
Ele caminhou em direção a mesa onde os dois estavam sentados e tirou seu adorno de penas da cabeça e o colocou na ponta da mesa. Pediu licença e sentou-se a mesa.
- Meu nome é Zayná, mas aqui no seu planeta sou conhecido por vários nomes. Os mais conhecidos são Quetzalcóatl e Kukulcán.
- Ah! ótimo! era o que faltava. Ziggy Stardust está entre nós. Exclama Circe.
- Faça a honra, por favor. Pediu Circe enquanto cortava pedaços generosos de um queijo.
Enquanto ele destampava e servia ela comentou:
- Esta reserva é muito especial. Ela faz parte da sobra de uma casamento que aconteceu em Canã.
- Como conseguiu este vinho? hesitando em colocar na boca.
- Calma! recuperei de um naufrágio. Qual o seu receio? Se foi ele mesmo que o criou qual o problema?
- Só por isso...
Anuar-El ergueu a taça acima da cabeça fechou seu olhos por alguns segundos e então tomou o primeiro gole do vinho.
- Incrível! que maravilha!
Logo ele foi seguido por Circe.
- Só posso dizer... Divino! e não conteve o riso.
- Até Anuar-El não se conteve e ambos começaram a rir da piada infame de Circe.
O riso fez com que a tensão se dissipasse e os dois recuperassem a lucidez de pensamento. Circe tomou uma grande golada do vinho e olhou fixamente para Anuar-El esperando que ele compartilhasse seus pensamentos com ela. Ele tomou mais um gole do vinho olhou detidamente para a taça. Depois disso fixou seu olhar em Circe. Enquanto bebiam começaram a conversarem sobre tudo que viram.
- Jamais poderia imaginar um futuro tão sombrio como este. Morte e destruição. Pessoas queridas sendo mortas ou traindo aqueles que gostam delas.
- Sou obrigada a concordar com você. Você conhece a Dahlia Negra?
- Sim ela era uma de nossas melhores guerreiras. Mas não conseguiu superar a perda das Asas.
- Acredito que para os seres alados a perda desse capacidade deve ser insuperável. Como isso aconteceu?
- Gumym-El estava em uma missão, quando teve as asas arrancadas por um terreno no planeta G5.
- Que horror. Imagino o quanto ela deve ter ficado revoltada.
- Certamente, mas conheço casos de Dahlias que conseguiram superar, infelizmente ela não irá.
O silêncio tomou conta dos dois. Eles beberam mais um gole em silêncio. Havia uma pergunta pairando no ar. Alguém teria que faze-la, porém nenhum dos dois queria ser o primeiro. Por mais que Anuar-El fosse o líder, o guerreiro, ela sabia que ele era justo, se sacrificaria por qualquer um que ele achasse que merecesse isso, mas para ele estava difícil.
- E o que faremos comigo?
- Não tenho a menor ideia Kirkê.
- Quando você me chama pelo meu nome verdadeiro me sinto velha.
- Te chamo assim para lembrar a quanto tempo te conheço e por tudo que passamos. Quase nos extinguiram, mas nossas forças nos salvaram e saímos vitoriosos contra o mal. Esse mesmo mal que está retornando em busca de poder e vingança.
- Sabe que se eu não existir, Tiamat não terá como concretizar seu plano.
- Você não é a peça fundamental para isso acontecer. Se não for você sabemos que ela têm outras opções. Existem outras feiticeiras que não exitariam em entregar esta dimensão a Tiamat apenas pelo status de poder que teriam.
- Nesse ponto concordo com você. Mas então como impedi-la?
- Temos que destruir a Dahlia Negra. Ela sim possui um poder que não muito além de qualquer Dahlia que conheço.
Apesar de todas as considerações a respeito da visão do futuro, uma pergunta estava no pensamento dos dois ainda sem resposta: Como uma Dahlia morta retorna ao plano terreno e torna-se uma poderosa arma de extermínio a serviço de Tiamat?
Anuar-El pegou mais um pouco de vinho e por alguns segundos ficou olhando para a taça, pensando na resposta a pergunta.
- Como uma Dahlia...
Antes que Circe terminasse a pergunta uma voz desconhecida a interrompeu.
- Talvez eu possa responder essa pergunta Circe.
Quando os dois surpresos olharam em direção a porta da cozinha, não acreditaram no que viam. Era um homem vestindo uma roupa típica dos povos antigos da América Central. Apesar de pele queimada de sol podia se ver pelos traços que ele era caucasiano. Seus olhos verdes acentuavam mais ainda a impressão.
- Como você chegou aqui? perguntou Circe desconcertada por achar que seu refugio era impenetrável.
- E quem é você? e como pode ter essa resposta? perguntou um Anuar-El cauteloso.
Ele caminhou em direção a mesa onde os dois estavam sentados e tirou seu adorno de penas da cabeça e o colocou na ponta da mesa. Pediu licença e sentou-se a mesa.
- Meu nome é Zayná, mas aqui no seu planeta sou conhecido por vários nomes. Os mais conhecidos são Quetzalcóatl e Kukulcán.
- Ah! ótimo! era o que faltava. Ziggy Stardust está entre nós. Exclama Circe.

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