segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Diaconisas


... quem eram?

Em síntese: São Paulo e antigos documentos da Igreja referem-se a diaconisas. Eram mulheres de conduta irrepreensível chamadas a participar dos serviços que a Igreja prestava a pessoas do sexo feminino, principalmente por ocasião do Batismo (ministrado por imersão). Recebiam o seu ministério pela imposição das mãos do Bispo, que não conferia caráter sacramental. – Com a rarefação do Batismo de adultos, foi-se extinguindo a figura da diaconisa na Igreja a partir do século VI.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A visão de Anuar-El


Era a visão do maior pesadelo de Anuar-El. No salão principal, sentada em sua cadeira, estava Tiamat em sua forma  humana vestida como se fosse uma rainha do Grande Círculo. Logo abaixo aos pés dos degraus de onde ela havia se apossado, com as mãos amarradas nas costas estavam Luxfero, o próprio Anuar-El, Mestre Jeikan.
- Aqui está milady, esta  é a líder dos últimos guerreiros, o que faço com ela Tiamat?
- Ora! Então a ultima líder era a poderosa Athalie-El primeira em comando do poderoso Dahlia Anuar-El, siga suas ordens minha Dahlia negra. Mate todos. Hoje será o fim do Grande Círculo.
Athalie estava sem forças, os dias consecutivos de luta colocaram a prova todas as suas habilidades,  ela se superou. Mestre Jeikan, ali jogado ao chão com as mãos amarradas para trás, com certeza teria orgulho da guerreira que ele havia treinado.  Anuar-El ali ao lado do Mestre na mesma condição, também teria orgulho da segunda em comando que ele mesmo nomeou.
- Como quiser minha mãe. É o fim Athalie.
Com uma ferocidade animal a Dahlia negra puxou os longos cabelos negros de Athalie para trás, com um olhar frio nos olhos a Dahlia negra cortou com uma adaga o pescoço de Athalie. Ela esperou até o ultimo sopro de vida abandonar o corpo e a jogou no chão. Os longos cabelos negros esconderam o rosto de Athalie, mas em segundos uma poça de sangue começou a se formar ao redor do corpo.
- Quem é o próximo? É só dizer. Disse a Dahlia com o olhar sedento por sangue.
- Venha traidora! Gritou Anuar-El ,tomado pela cólera, venha traidora.
- Traidora? Você me deixou morrer.  Se não fosse Bernikê capturar minha essência para que eu renascesse através da esfera Graussaf, eu teria voltado a ser apenas mais uma energia pulsante no cosmos.
-Você é uma vergonha! A começar por essas assas de penas negras.  Nosso destino é esse, você era uma Dahlia. Temos uma missão e ela jamais inclui nos aliarmos ao mal.
-Cale-se cão alado, ou eu não esperarei a ordem para matá-lo. Disse a Dahlia negra chutando Anuar-El no rosto.
-Calma minha filha, a hora deles está prestes acontecer. Quem vem ai?
-Somos nós milady, Baal e Nemo.
-Aproximem-se o que trazem nos ombros? Quem são essas criaturas?
Então os dois aproximaram-se da luz e desceram duas figuras, ambas com as mãos amarradas para trás. A diferença residia na figura que Baal trouxera que possuía assas de morcego iguais as de Luxfero.  Enquanto que a figura que Nemo  trazia aos ombros possuí asas brancas como todos os Dahlias do Grande Círculo.
-Capturamos como nós havia ordenado as duas trapaceiras. Eu Baal trago a Dahlia Demorah aquela que se fez passar por uma Dahlia do Grande Círculo.
Dizendo isso ele a empurrou a frente até que a luz iluminasse seu rosto.
-Eu Nemo trago Gwenlyan-El  a Dahlia que trocou de lugar com Demorah para que fossemos privados da semente divina na linhagem dos Graussafs.
 Nemo fez a mesma coisa e empurrou Gwelyan-El que acabou ficando lado a lado de Demorah. Com as mãos amarradas para trás, foram colocadas à frente dos três que estavam amarrados no chão. Olhares foram trocados entre Demorah e Luxfero, Gwelyan-El e Anuar-El.
-Estou sentindo falta dos outros líderes. Onde estão Semyr, Gumyn,Kalad,Gunys, Radissa, Dargantin ou Garall? Perguntou Tiamat.
-Mortos! Não imaginei que um simples Tarriano fosse páreo para os Dahlias. Respondeu a Dhalia Negra.
-Oracle D´Khors não é um simples mortal. Há algo nele que o faz ser diferente de todos os outros guerreiros. Respondeu Tiamat.
-E agora mãe?
-Mostre a elas o prêmio por tentarem me enganar.
-Assim será.
Com um único golpe de sua espada a Dahlia negra decepou a cabeça das duas. O sangue que jorrou respingou nos três que estavam no chão os corpos tombaram a frente deles. Ela foi e pegou as cabeças e colocou ao lado do que agora era o trono de Tiamat. Ela se levantou e pediu a espada da Dahlia negra esta prontamente a entregou as mãos de Tiamat. 
- Por ela vivemos, por ela morremos, coloque- os de joelhos filha. Enquanto isso descia os degraus, cortando o ar com a espada, ela começou a falar com os três últimos prisioneiros.
- Desde a aurora dos tempos vocês vêm atrapalhando a minha existência. Marmaduk, você, Luxfero. Poderia ter se dado por vencido, mas não! Tinha que ter declarado guerra, tentar tomar Wasteland de volta. Poderia ter terminado ali, mas você tinha que se meter no meu plano de roubar a Dahlia. Mas suas interferências acabam aqui.
Com um golpe na cabeça ela partiu a cabeça de Luxfero. Com a força do golpe a lâmina quase partiu o corpo ao meio. Apoiando o pé no ombro dele ela puxou a lâmina jogando o corpo para trás.
- Você Jeikan, por suas mãos e sua liderança milhões foram exilados de Wasteland, mas não haverá uma segunda vez. Com um golpe ela enfiou a espada no abdômen dele, ao tirar a lâmina, antes mesmo que a energia vital dele expirasse, com um giro ela decepou a cabeça de Jeikan. Seu corpo tombou sem vida por sobre o de Luxfero. A Dahlia Negra juntou a cabeça e a colocou perto do corpo.
- Finalmente chegou a sua vez Lorde Anuar-El. Sua conspiração com Luxfero levou Wasteland, o inferno e o Grande Círculo a uma guerra que não puderam vencer. Você realmente achou que iria ficar por isso mesmo? Que o tratado de paz daria garantia que vocês não tentariam invadir Wasteland de novo?
Anuar-El apenas a seguia com os olhos enquanto ela andava de um lado para o outro cortando o ar com a espada. Não havia mais nada a dizer da parte dele.
- Seu silêncio é por demais revelador Lorde Dahlia.
Anuar-El continuou em silêncio.
- Vamos acabar logo com isso, pois tenho coisas mais importantes a fazer do que perder tempo com um líder derrotado. Derrotado e condenado a um destino pior que a morte. Conhece esta espada?
- Sim Tiamat, ela é a Decaia Amal. Todos aqueles que são mortos por ela tem sua essência capturada para dentro da joia incrustada em  sua cruzeta.
- Muito bem! Mas antes que eu capture sua essência e a transforme na mais poderosa arma do universo quero que você presencie o nascimento de uma nova era.  Onde está você Feiticeira?!
Então de uma das entradas laterais surge alguém que jamais Anuar-El imaginaria servir a Timat.
- Estou aqui minha senhora.
- Aproxime-se Circe. Você está pronta?
- Certamente. Respondeu prontamente.
Tiamat aproximou-se por detrás de Anuar-El que olhava Circe desenhando no chão a sua volta símbolos Com o sangue de Luxfero, Jeikan e Athalie. ele deduziu fazerem parte de algum feitiço. Tiamat aproximou-se dos ouvidos dele e sussurrou.
- Wasterland, Inferno e Grande Círculo irão se fundir em um só reino. Este seu templo será graças ao feitiço de Circe o ponto de intersecção entre as três dimensões e posteriormente o universo dos homens também. Eu Tiamat criarei o verdadeiro Paradesha e governarei a tudo e a todos.
- A todos não. Eu estarei fora do seu alcance, prefiro a eternidade preso na Decaia a ser súdito de uma criatura asquerosa como você, uma impostora que se passa por uma divindade, quando na realidade é apenas uma relês demônio fêmea. Cedo ou tarde você irá cair, já foi previsto o Senhor das Estrelas irá tomar para si este universo moribundo.
As palavras dele foram piores do que uma estocada com uma espada de fogo. Ela levantou-se trazendo no seu semblante todo o ódio contido em seu ser. De pé, ela fitou Anuar-El de joelhos por alguns segundos, em seguida ela desferiu o golpe que cortou Amuar-El em dois.
- Morra! Seja escravo por toda a eternidade dentro da Decaia. Seu olhar tinha um misto de prazer e vingança ensandecida que durou por alguns segundos até ela se recompor. Seus olhos voltaram a cor normal um violeta, que antes eram vermelhos como sangue.
-Circe! Por que a demora?! Perguntou.
- Há algo errado aqui não consigo estabilizar o tempo para completar o feitiço. Preciso que o tempo e o espaço trabalhem em harmonia, mas algo está deixando o tempo instável.
- O que acontece com o tempo? Perguntou Tiamat irritada.
- Eu consigo controlar o passado e o presente, mas o futuro está nublado como se não estivesse definido. E isso não está permitindo que eu termine o feitiço. Alguém esta interferindo de alguma maneira, tornando o futuro indefinido.
- Resolva isso! Ache a solução! Vociferou Tiamat.
- Alguém está nos espiando! Disse Circe.
-Quem? Perguntou Tiamat irritada.
-Não consigo definir, mas é alguém capaz de fazer um feitiço tão poderoso quanto o meu. Porém sei como desfazer.
Nos símbolos desenhados no chão havia um que correspondia ao tempo. Circe ficou em pé em cima do símbolo e agachou-se colocando as mãos sobre o desenho. À medida que ela ia sussurrando um feitiço o desenho no chão ia mudando de cor tornando-se cada vez mais energizado. Ao chegar ao máximo, Circe puxou toda a energia para suas mãos e ficou de pé. Ela lançou a energia em todas as direções, ao mesmo tempo em que lançava um feitiço.
- Desfazio Avios Conductor!
Passados alguns segundos, Circe sentiu o feitiço totalmente dissipado. Ela olhou para Tiamat, Karín a Dahlia Negra, Baal e Nemo que a olhavam atentamente e disse.
-Vou terminar o que comecei...
Estas foram as ultimas palavras que Anuar-El conseguiu ouvir antes que a visão se desvanece por completo e o espelho explodisse lançando seus cacos de encontro a uma barreira invisível criada por Circe para protegê-la desses contrafeitiços.



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Espelho das Visões.


Eles desceram as escadas e no nível abaixo havia um corredor. Na primeira porta a esquerda, uma porta de duas folhas ela abriu uma e os dois entraram assim que ele entrou ela fechou a porta. Era uma sala ampla com vários objetos ao quais Anuar-El nem desconfiava a utilidade nas mágicas que Circe praticava. Em um dos cantos da sala havia uma mesa com duas cadeiras de encosto alto, bem antigas, como também devia ser a mesa e o jogo de xadrez. O jogo tinha suas peças diferentes eram pequenas figuras. As peças pretas eram representações de demônios e bestas, algumas pareceram até familiares para ele. As brancas eram guerreiros sendo o Rei um ser alado semelhante a um Dahlia, porém sem rosto. Ao fundo e em boa parte das paredes havia muitos livros. Alguns objetos que apesar de não conhecê-los com certeza ele sabia que deveriam ser objetos para as magias de Circe.
-Vamos começar Anuar-El?
-Sim não vamos perder tempo então.
-Aproxime-se.
Então na parede leste do cômodo, coberto por um pano preto, estava o espelho das visões. Circe o descobriu e como já era o ápice da a aurora, começou a fazer a invocação.
“Espelho do luar,
Espelho de vidro,
Permita-me ver
O que vai acontecer,
Remova o véu
Diante de mim.
É o que desejo,
Assim seja!”
Na quarta vez que ela repetiu a invocação o espelho deixou de ser um espelho e começou a refletir imagens. Como se estivesse em transe ela tateou a mão de Anuar-El e o mandou olhar para o espelho, pois a visão agora estava compartilhada com ele.

O Nome das Palavras.



- Estamos no que há muito tempo era meu templo a ilha de Eana. Hoje nos dias atuais Eana não é mais uma ilha e sim o que se chama de promontório, uma cabo que avança mais a dentro. A sua volta foi criado um Parque Nacional, uma área de preservação ambiental. Pois bem, Hoje Eana se chama Monte Circeo. Uma homenagem a minha pessoa, fazendo uma reverência com a cabeça e depois levantando a taça de metal como sinal de um brinde. Porém eu mantive intacto em outra dimensão tudo isso que você vê aqui. No mundo real só existe ruínas desse templo. Para que eu possa transitar entre as duas dimensões, eu uso como você viu um portal no tumulo do George Mackensie. Por ser no cemitério há muita energia ali. 
- E como você faz aquele feitiço? Que palavras são aquelas? Perguntou interessado.
- Por que todo esse interesse? Está querendo se candidatar a ser meu aprendiz?
- Não, rindo, é que me lembrou de um feitiço antigo, que certa pessoa fez uma vez.
- Bom não gosto de me lembrar daquilo. Péssimo momento para mim.
- Desculpe então Circe.
- Tudo bem meu Dahlia.
Ela fez uma pausa, tomou mais um gole e se fez silêncio por alguns minutos, mas logo foi substituído pelo seu largo sorriso, marca registrada de Circe.
-Pois bem. As palavras têm poder. Mas não as palavras com suas adaptações e corruptelas. Digo ao nome original das coisas. Tudo teve seu primeiro nome desde a criação. São essas palavras originais a chamada língua da magia.
- Entendo “Kirkê”. Exemplificou.
- Isso mesmo! Sua primeira lição está completa aprendiz. Riu enquanto tomava o último gole.
-Obrigado Circe, mas não levo jeito para isso.
- Bom vamos para a minha sala de magia, lá fica meu espelho. Venha apresse-se! Antes que a aurora passe.
Anuar-El a seguiu rumo a outra porta do quarto. Ela colocou a mão na maçaneta e se deteve por alguns segundos, virou-se e olhou nos olhos dele, sua fisionomia estava alterada. O jeito alegre deu lugar a uma seriedade que Anuar-El conhecia.
-Você tem certeza do que está me pedindo para fazer? Está ciente que a partir do momento que interferir nos acontecimentos para que eles não ocorram, passa a ser “sua” responsabilidade as consequências das mudanças que você vai fazer.
- Quem disse que eu vou mudar alguma coisa?
- Eu te conheço meu Dahlia, para você estar aqui me pedindo isso, você apenas quer ter certeza onde na linha temporal você irá alterar.
- Talvez eu não precise...
- É talvez não. Já entendi sua resposta. Venha.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Eana.

Ao entrar ele percebeu que não estava mais em Edimburgo, muito menos dentro do tumulo de George Mackenzie. O Feitiço usado por ela criava um portal diretamente para outro lugar.
Era um quarto com uma cama antiga, lareira, tapeçarias e quadros.
-Onde estamos?
-No meu templo na ilha de Eana. Respondeu prontamente.
-Mas pelo que eu sei  a ilha não existe mais. Onde estamos de verdade Circe. Ou melhor, como saímos de um tumulo em Edimburgo e agora estamos aqui?
- Espere, vou me trocar e já explico tudo a você. Fiquei a vontade, sente-se ali no banco perto da lareira.
Ela se dirigiu até a cama e pegou um vestido previamente deixado sobre a cama e foi para trás de um biombo. Enquanto ela tirava as roupas, Anuare-El sentou –se no banco de costas para lareira acesa e começou a olhar o quarto a sua volta. A cama antiga com seu dossel de veludo verde, a madeira escura deveria ser de faia. O quarto ainda tinha nas paredes dois quadros de J.W. Waterhouse de1891 intitulado Circe oferecendo e o outro  de 1911 a Feiticeira. As paredes eram revestidas de madeira vermelha parecida com mogno. O chão tinha tapetes ao redor da cama e o chão era de mármore. Atrás dele a lareira acesa mantinha o quarto aquecido. Ao sair detrás do biombo ele se espantou com sua beleza. Agora os cabelos negros estavam soltos e ela vestia uma túnica bem fina e transparente sobre seu corpo nu. Ela estava descalça e trazia como ornamento apenas uma pulseira de ouro no antebraço. Não havia praticamente mudado nada nesses últimos séculos. Com um sorriso nos lábios ela veio pegou uma taça e a encheu com o que deduziu  ser vinho de uma jarra que estava em uma mesa perto do banco onde Anuare-El havia se sentado. Ela foi sentou-se em sua cama com as pernas cruzadas como na posição de lótus. Ela deu um gole e começou a explicar.

O Tumulo de George Mackenzie

Então os dois saíram e foram caminhando rumo ao cemitério.  A noite estava fria, Circe fechou seu casaco e deu o braço para Anuare-El. Ao passar por uma vitrine da loja de molduras e vidros na candlemaker row ele viu o reflexo dos dois de braços dados, ele nesse momento pensou na existência humana tão desprovida de um senso de universalidade. Tão preocupados apenas com sua existência sem se preocupar com o mundo em que vivem ou com a guerra diária entre as forças do cosmo para manter o equilíbrio entre o bem e o mal.
- Você está muito calado. Minha companhia está agradando meu Lorde? Sorrindo.
-Muito milady, mais do quê você imagina.
-Hahahaha, o pior é que eu sei o quanto.
 Circe foi descendo a rua candlemaker row, refazendo na realidade o mesmo caminho que Anuare-El fez. Logo estavam em frente ao Greyfriars Bob´s  Bar. Entre o Bar a Loja de artigos de arte havia um portão que dava acesso ao cemitério, mas aquela hora da madrugada já estava fechado. Anuarel-El já olhava para os lados preparando-se para desfazer o encanto da runa e alçar voo por cima dos portões, quando ela perguntou:
- O que foi? Por que está olhando para os lados?
- Vou desfazer o encanto e voamos por cima do portão.
-Calma! Não precisa. Eu tenho a chave.
- Como assim?
-É claro, já te disse, sou cliente antiga da Maggie. Então nem tudo eu faço com magia meu caro. Esta lição eu aprendi graças a você.
Enquanto falava ela tirou uma chave do bolso da jaqueta e abriu o portão. Os dois entraram e ela fechou novamente o portão.
- Venha é por aqui. Ela disse puxando-o para  uma outra direção.
Eles andaram alguns minutos por dentro do cemitério que estava iluminado pela luz do luar. Anuare-El ficou espantado pela quantidade de espectros que ainda vagavam pelo cemitério. Almas que não encontraram o descanso eterno. Alguns o viam com desconfiança pois seu disfarce só servia para o mundo dos vivos. Sua asas deixavam alguns espectros incomodados. Circe por sua vez andava por entre eles como quem estivesse numa festa entre amigos. Cumprimentava a todos que passem por ela como uma velha amiga. A caminhada cemitério dentro tinha chegado aonde ela queria.
- Um tumulo? Não entendi.
-Este tumulo redondo e negro pertence a George Mackenzie.
- E o que você pretende aqui? Indagou confuso.
-Ir para casa.Disse ela enigmaticamente.
Ela destrancou a porta do tumulo, mas não a abriu, ao invés disso com a ponta do dedo indicador fez um desenho na porta e recitou o encanto:
- Aperire camminu habilare Kirkê!
Quando ela abriu  a porta podia-se ver um aposento iluminado de relance, ela entrou e como ele não seguiu ela perguntou:
- Então? Vai ficar ai ou vai entrar?

Whisky

Era só subir a rua e em poucos minutos ele já estava no Pub. Maggie Dickson era um pub tradicional, e ainda nos dia de hoje mantinha uma atmosfera dos velhos tempos. Assim que chegou não foi difícil localizar Circe. Ela já havia trocado a roupa cerimonial por calças jeans justas, boas de cano alto e uma blusa decotada. A jaqueta ela havia deixado nas costas da cadeira.
- Achei que tinha esquecido onde ficava o Pub? Brincou ela.
- Não. E mesmo que quisesse eu te acharia facilmente pela aura que você está emanando.
-Ela está tão irradiante assim?
-Sem dúvida alguma. Pelo visto estas cerimônias de adoração têm feito muito bem a você. Sua aura está tão forte como nos velhos tempos.
- Cavalheiro você não? Me chamando de velha. Sorrindo. Sim está havendo uma volta as tradições antigas. Muitas pessoas que tem sua sensibilidade apurada tem percebido que por mais poderosa que Gaia tenha sido , ela já não está tão forte como antes. Os rituais wicca que são os que posso falar com propriedade (dando uma piscada), têm gerado de certa forma um retorno dessa energia.
- Até entendo este conceito, mas as cerimônias são dirigidas a você e não a Gaia.
-Mas até os deuses fazem sua cerimônias, parte de toda essa energia eu a divido, ou melhor devolvo a Gaia.
Nesse momento o garçom aproximou-se.
- Boa noite, o senhor deseja algo para beber?
-O que você está bebendo Circe?
-Não! Você não pode. Isso é bebida de homem, riu Circe. William traga uma Guiness escura para o meu convidado.
- Sim senhora. E afastou-se.
- A última coisa que eu quero é estragar minha noite com um Dahlia bêbado aprontando alguma das suas destruições.
-Você está exagerando.
-Pode ser, mais não quero me arriscar, sou cliente daqui a muito tempo.
-Desde a fundação. Relembrou Anuare-El.
-Verdade. Fui uma das primeiras clientes. Como os tempos mudaram...
-Não podemos nos apegar ao saudosismo Circe.
Então os dois ficaram em silêncio e naquela fração de segundos, grande parte da História da humanidade passou pela mente dos dois. Inclusive os eventos que quase levaram Circe a ser banida para o mundo dos mortais. Então ele tentou desviar o assunto.
-Achei que você só tomasse Hidromel.
Circe soltou uma gargalhada que chamou a atenção das mesas ao redor, já os clientes antigos não estranharam, pois conheciam a personalidade alegre e descompromissada dela.
- Passei muitos séculos tomando aquilo, ainda bem que inventaram a cerveja e o whisky. Um brinde ao inventor do whisky! Levantou o copo em brinde.
Prontamente seu brinde foi retribuído pelos clientes do Pub. Anuare-El deu um sorriso enquanto o garçom servia sua cerveja. No restante da noite os dois conversaram assuntos os mais triviais possíveis. Possíveis entre uma deusa secular e um Dahlia milenar. Circe não precisava ser Feiticeira para perceber que por mais que Anuare-El estivesse se divertindo, o motivo que o trouxera a procurá-la estava ali, na sua impaciência velada. Conhecendo o Lorde dos Dahlias o assunto que o trouxer ali era sério.
- Bom Anuare-El, essa conversa empoeirada sobre o passado me entediou. E como sei que você não está aqui para isso, seja você mesmo. Direto e reto. Qual o favor que você precisa que eu lhe faça?
- Preciso que você me deixe olhar uma determinada linha temporal. Disse ele diretamente.
- Bom você não muda mesmo. Um grande favor não acha? Indagou Circe
- Sim tenho ciência disso.  Se não fosse importante eu não pediria, tenha certeza disso.
-Não posso fazer isso.
-Por que Circe?
-É um favor muito grande e perigoso. De graça não faço.
-Pois bem Circe. O que você quer em troca?
Ela olhou com um sorriso todo especial. Tinha percebido que seja lá o que Anuare-El queria ver, era de suma importância para o Grande Círculo.
-Tudo há seu tempo Anuare-El. Vamos sair daqui. Will a conta.
Nesse instante Anuare-El percebeu que não tinha dinheiro da daquela época. Ele olhou com uma cara de vergonha para Circe que achou engraçada no Lorde do Grande Círculo.
-Não se preocupe você é meu convidado. Na próxima vez você me convida e paga.
-Assim será. Confirmou.

Disfarce.

Anuare-El afastou-se e alçou voo.  Ele procurou um outro ponto mais afastado dentro da floresta e aterrissou. Ali ele cravou no solo seu escudo e sua espada, pois não poderia ocultá-los, os tempos eram outros, não se andava mais com espadas e escudos como antigamente sem ser notado. Por mais que ele gostasse de poder resolver a questão o mais rápido possível ele saiba que negociar com Circe requeria muita diplomacia, por detrás da aparência de deusa se escondia uma feiticeira geniosa que precisava se sentir bajulada para que se conseguisse sua cooperação.  Novamente ele alçou voo, a viagem não demorou muito e em poucos minutos ele estava aterrissando no Cemitério Greyfriars.  Ele olhou a sua volta e contemplou as manifestações daqueles que haviam morrido a muito tempo e que ainda vagavam sem esmo pelo cemitério. Porém em relação aos vivos não havia ninguém no cemitério.  Ele ficou totalmente visível neste plano. Ele teria que agir rápido antes que alguém o visse, do cinto ele tirou uma runa da transformação denominada Dagaz fechou aos mãos com a runa dentro como se estivesse rezando, mas na realidade ele estava invocando o poder da runa.  Ao terminar sua aparência havia mudado e quem o olhasse apenas veria um homem comum. Feito isso ele dirigiu-se para o encontro marcado. 

Um favor.

- Como quiser “Circe”. Preciso de um favor seu.
Nesse momento Circe lembrou da última vez que havia feito um favor a Anuare-El e de como quase havia sido expulsa do Olimpo por quebrar uma regra básica entre os deuses: meter-se em assuntos que não pertenciam a seu panteão. Mas antes que pudesse dizer alguma coisa ele parecendo ler seus pensamentos disse:
- Este favor não irá colocar em risco sua herança olimpiana Circe. Não voltaria a arriscar você novamente.
-Obrigado, fico feliz em saber disso, caso contrário, iria mudar meu templo do Monte Circeo para o Grande Circulo.
Nesse momento ele expressou algo próximo a um sorriso o quê para quem o conhecia era algo extraordinário.
- Não posso ter essa conversa com você aqui nesse momento Anuare-El, pois esta é uma cerimônia de iniciação, preciso estar totalmente concentrada para que eu faça as energias fluírem de maneira harmoniosa.
- Compreendo, quando poderemos conversar Circe?
- Me encontre dentro de uma hora no  Maggie Dickson´s Pub. Ainda lembra como chegar lá?
- Sim no Grassmarket...
- Exato! Nos encontraremos lá então.

sábado, 20 de outubro de 2012

"I Walk With the Goddess"

imagem da internet
Imagem da internet.
"...Sua busca o levou a uma pequena clareira no meio de uma floresta. No meio dela havia uma formação rochosa um alinhamento de rochas megalíticas e no cento deste templo havia uma chama e ao redor dela havia treze mulheres totalmente nuas ajoelhadas com seus braços estendidos em direção a chama.  Ao fundo perto do que seria um pórtico havia uma mulher vestida com uma túnica branca com capuz, mas este não lhe cobria o rosto, revelando a beleza e suavidade nas feições daquela que entoava um cântico dirigido a deusa.
“Eu ando com a deusa
 A deusa ela anda comigo
 Ela é as nuvens no claro céu azul
 Ela é a terra debaixo dos meus pés
 Ela é os oceanos e a chuva que cai
 Ela é a luz que ilumina meu caminho.”
Aquela era sem dúvida a sacerdotisa que conduzia aquele ritual. Confortavelmente, na medida do possível, sentada em uma pedra que pertencia ao conjunto de rochas, havia uma outra mulher que estava invisível para todas as demais. Ela estava usando uma túnica branca parecida com a da sacerdotisa, sem capuz. Seu cabelo era muito negro e brilhante e como era muito comprido ela usava um diadema provavelmente ornado com diamantes e confeccionado por um exímio artesão, devido a complexidade da jóia, seu brilho era ofuscante. Aparentemente os séculos não haviam passado para ela, sua beleza sedutora estava intacta, exatamente como ele a tinha visto na primeira vez. Outra coisa que não havia mudado também era sua presença nos rituais que a invocavam pedindo a presença e as bençãos da deusa. 
Invisível também, ele contornou a formação de rochas e se aproximou dela. Quando ele se revelou aos olhos dela ela o recebeu com um sorriso amigável, mas também havia uma interrogação em se olhar gerada pela sua presença ali.
- Lorde Anuare-El! que surpresa, o que o traz até este humilde ritual pagão de adoração a  deusa?
- Como vai Kirkê? faz muito tempo que não nos encontramos.
- Ah! por favor Anuare-El não me chame por este nome arcaico, prefiro o atual: Circe.

Visões do Futuro

"Uma grande preocupação tomava conta da mente  de Anuar-El.  Desde o rapto de uma Dahlia do grande círculo pela entidade Thomorgraussaf, querendo a semente da divindade contida nela para que pudesse introduzir na linhagem dos Graussafs, através de seu descendente Baal e compartilha-la com a humanidade através de Ghorm, Ele não se sentiu mais seguro no grande círculo. Mesmo tendo elaborado um plano em conjunto com Luxfero, para substituir a Dahlia por uma copia infernal isso não era garantia de acabar com essa prática.  Ele precisava de alguma forma acabar com  Thomorgraussaf, mas ele não sabia como pois a antiga entidade outrora chamada Tiamat possuía um poder que dificilmente o grande círculo ou o inferno seriam capaz de destruir.
Decidido a tomar para si todo o peso da decisão do problema, ele comunicou a sua irmã de casta Athalie que iria se ausentar do grande círculo por algumas horas e que ela ficasse atenta a  tudo. Então rompendo as barreiras dimensionais ele se lançou rumo ao mundo dos homens, pois as respostas que ele precisava só poderiam ser encontradas lá. Assim que entrou na nossa dimensão ele ficou acima das nuvens, pairando como uma ave de rapina, só que ao invés de garras ele trazia sua espada e seu escudo, companheiros inseparáveis. Era uma sensação única aquela que ele experimentava ali sobre as nuvens pairando de olhos fechados com suas asas abertas ao vento. Ele captava, sentia a essência de todos os seres vivos que habitavam o lar de Gaia a grande mãe. Alguns minutos se passaram e ele captou a essência muito antiga que pertencia a pessoa que ele procurava. Então como uma ave de rapina ele mergulhou rumo ao encontro..."

terça-feira, 9 de outubro de 2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Um pouco mais sobre Sparks.

Quando a Bruxa Bernikê tentou criar um poderoso avatar para destruir o Reino de Kashinskara, ela pegou a esfera dos Graussafs que lhe havia sido confiada a guarda pelo poderoso Thomorgraussaf, e onde residia parte da chama do poder da entidade e a usou para com sua magia criar este ser poderoso. Mas ao invés disso, a magia capturou a essência de uma Dahlia Karín que havia se suicidado por haver perdido suas asas . O avatar se fez na forma de uma criança. Bernikê desapontada, mas ficou com a criança e a criou pois seria um braço a mais para ajudar a cuida da pequena posse de terras que lhe sobrou. Dagura se juntou a ela fingindo amor, mas na realidade era para ficar de olho e cuidar da pequena Sparks/Toquinho. Ao crescer e começar a falar ela chama Dagura de Jeikan provando a ele quem era ela. A menina passa a ter fascinação por pássaros e seres alados, tendo como sonho poder voar.
Ela vive com um par de assas nas costas que ela só tira para dormir. De uma maneira diferente o sonho de Thomorgraussaf se realizou: ele conseguiu fundir sua energia com a energia de uma Dahlia do grande círculo. A medida que a menina crescia o feitiço de ocultação de Bernikê cada vez menos conseguia conter a manisfestação do poder. Ao perceber esta "assinatura de poder" Thomorgraussaf ordena a Baal que a ache e capture, Oracle é colocado em mais essa misssão, fora a que ele já tinha de achar Sifter que havia se perdido no acidente. Sabendo que não conseguiria escondê-la por muito tempo, Dagura resolve mandá-la de volta, reencarnando-a na terra. Ele convoca Semyr para abandonar o grande círculo e protegê-la na terra. Mas na terra não fica mais fácil, pois Luxfero passa a perseguí-la  com seus comandados a  fim de ter a menina como sua aliada na retomada de Wateland. Semyr é considerada uma desertora e passa a ser caçada pelos seus ex-companheiros Dahlias.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Projeto Sparks: Personagens.




Começando os primeiros esboços de Referência do personagem.

domingo, 30 de setembro de 2012

Livros Infantis do Itau Gratis



Nova Coleção de livros do Instituto Itau para crianças: http://yogh.me/0xfn

sábado, 29 de setembro de 2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012




Espadas, lembrança de uma era mais civilizada. (Obi Wan Kenobi) http://tudosobtdo.blogspot.com.br/2012/05/espadas-da-romanas.html

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Símbolos de Paradesha:
Topo: Oneniverse o círculo contendo os 4 elementos.
Direita: FaithFull ones os primeiros escolhidos liderados pelo Senhor das Estrelas - Oracle de Tarr.
Esquerda: FaithFull seconds a segunda formação, liderados por Oracle D´Khors que seria Oracle reencarnado.
Os Três Thomos da Profecia a ser cumprida, cada um representando um Thomo.

Projeto Sparks

Trabalhando na criação das ilustrações dos personagens, para futuramente criar as models sheets.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Título provisório: Lost in Wormhole - Perdidos no Buraco Negro.

Quando Oracle destruiu  a "Casa de máquinas" da Galátas, ele desligou todos os sistemas que dependiam da energia gerada lá. Com isso o portal de hiperespaço usado para enviar suprimentos e reforços é destruido. Porém havia uma frota rumo a Wasteland que acabou ficando presa dentro do buraco negro usado como atalho. Comandando a frota estava o Comandante Senior Yarek herói das guerras pela unificação do império Girfer. Junto com ele sua Filha a Tenente Stana e seu filho o Capitão Stamatto. O misterioso R-6 tripulante misterioso, com quem o CS Yarek troca idéias e pede opiniões. Presos dentro do Buraco Negro eles tentam encontrar uma saída antes que acabem morrendo lá dentro.

sábado, 22 de setembro de 2012

Projeto: Sparks - Personagens.

Enviado a Wasteland Mestre Jeikan assumiu a identidade de Dagura - O passarinheiro. Foi morar com Bernikê uma especie de Bruxa e suas duas filhas: a aprendiz de Bruxa Beroé e Saranda mais nova que Beroé. Saranda gosta de dormir deixando todo o resto para lá. Dagura vive de caçar pássaros para vender na feira da capital de Zefenga, tornou-se amigo da Princesa Maida, reservando a ela sempre os pássaros mais exóticos que ele caça. Ao encontrar Sparks ele passa a cuidar dela a distância, esperando o momento da Profecia se cumprir.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Projeto: Sparks

Depois de um evento não explicado que atingiu toda Wasteland., Dagura - o passarinheiro (Mestre Jeikan disfarçado) encontra um corpo boiando, enquanto pescava no Mar Central, ao trazê-lo a bordo descobre que o homem está vivo. Porém ao acordar, ele não se lembra de nada nem de seu nome, então Dagura lhe dá o nome de Nemo e o leva para morar em sua fazenda, dando casa e comida em troca de trabalho. Em pouco tempo Nemo se torna amigo de Sparks.
Personagem: Líder Anuar-El. Comanda todos Dahlias que formam o grande Círculo. Ele foi o responsável pelo plano que trocou Gwelyan por Demorah frustando as intenções de Thomorgraussaf e Ghorm de G5 de roubarem a essência da Dahlia. Agora enviou secretamente Mestre Jeikan-El para que ele organizasse o levante que segundo a profecia iria derrubar o reinado dos graussafs.

Projeto Sparks: Personagens.

Mestre Jeikan-El: maior guerreiro Dahlia, responsável pelo treinamento de combate de todos os Dahlias do Grande Círculo. Amigo de confiança do Líder Anuare-El. Designado pelo próprio líder para a missão secreta de se infiltrar em Wasteland para organizar o levante, que segundo a profecia irá derrubar o reinado dos Graussafs. Incógnito, ele vive disfarçado de passarinheiro com Bernikê suas filhas e Sparks. Mas para poder cumprir sua missão ele é obrigado a abrir mão do seu maior bem: suas asas.

A Lenda da criação de Wasteland



Houve um tempo em que o inferno era um complexo de túneis situado nas entranhas da terra no plano celestial. Durante eras os condenados trabalharam como escravos na construção dos túneis. Cansado de ser servo de Luxfero, Abigor Demônio comandante de 60 legiões do inferno (300.000 comandados), aliou-se a outros três Demônios: Malacoda, Calabrina e Ciriatto juntos criaram a irmandade Graussaf, onde através dela eles agiam como um poder paralelo dentro do inferno. Ao descobri isso, Luxfero ordenou aos gigantes a prisão dos quatro. Como castigo eles foram grotescamente fundidos e forçados a trabalharem constantemente na ampliação dos túneis do inferno, já que eram quatro seres em um só. Não se dando por vencidos, arquitetaram um plano para libertarem-se do castigo a eles imposto. Na sétima vala do oitavo túnel haviam serpentes que ao picarem os condenados trocavam de forma com eles. Assim decidiram submeter-se a essas serpentes com a intenção de se separarem, voltando a ser novamente quatro indivíduos. Ao chegarem no oitavo túnel, eles se colocam a mercê das serpentes, porém, eles foram abordados por Tiamat a deusa derrotada e morta pelo deus Marduk, vivendo condenada a usar apenas uma de suas formas a de serpente (a outra era um espécie de dragão e outra a de mulher), que propõem a eles não só separá-los, mas também dar-lhes poderes jamais sonhados em troca de tirá-la daquele círculo. Ao picá-los ela assume a forma dos quatro Demônios fundidos. Como senhora das serpentes ela ordena que quatro serpentes a piquem, separando–a em quatro indivíduos e livrando-a da pena de ficar confinada unicamente a forma de serpente. Fazendo uso de suas habilidades, somada a recém adquirida de fundir-se, Tiamat ocupou o lugar dos quatro. Secretamente começou a arquitetar um plano: Criar seus próprios domínios dentro do inferno. Secretamente enquanto os túneis eram concluídos Tiamat fomentou uma Rebelião, prometendo libertação do julgo de Luxfero. Nove mil anos se passaram, nas profundezas onde o calor era insuportável. Luxfero construiu seu castelo, mas antes que pudesse desfrutar dele a Revolta se iniciou. Milhares de seres de todos os tipos e raças começaram a derrubar as colunas de sustentação dos túneis. Correndo contra o tempo, antes de tudo desmoronasse, Tiamat desceu aos domínios de Luxfero sob a forma dos quatro demônios e fundiu-se em uma espécie de Dragão alado. Devido ao seu poder e tamanho, fruto da soma de todos os poderes adquiridos, ela se denominou Thomorgraussaf, que podia ser livremente traduzido como a união de todos os poderes. Mesmo Luxfero foi pego de surpresa, sob os pés de Thomorgraussaf ele presenciou a destruição da ultima coluna de sustentação do inferno, que ao invés de desmoronar foi sustentado pelo Thomorgraussaf. Liberto do julgo Luxfero tentou em vão atacar a criatura, mas suas poderosas asas começaram a bater, criando um vento que de tão forte impedia a aproximação de qualquer um. Lentamente um pedaço arrancado do inferno começava a subir erguido pelas forças de Thomorgraussaf. Correntes, grilhões tudo que pudesse servir para se pendurar foi usado pelos revoltosos para se fixarem aquele pedaço de inferno que estava sendo levado.Quando alcançou os céus, os domínios de Tiamat tinham milhares de seres pendurados. Num esforço inimaginável Tiamat colocou nos céus seus domínios. Havia sido criado mais um inferno. Assim que seu domínio estava constituído Tiamat mudou seu nome definitivamente para Thomorgraussaf e denominou seu domínio Wasteland.

Spin off Paradesha - Wasteland War: Sparks

Trabalhando na idéia...

Mestre Jeikan-El sabendo do perigo que Sparks corria se fosse descoberta, deixa a menina ser levada pelos caçadores de almas para que ela reencarnasse e ficasse protegida no mundo dos vivos, até que ela pudesse voltar e cumprir sua missão de destruir os grausssafs e libertar Wasteland. Sendo a Dahlia Karín aquela que perdeu as asas e se suicidou, por conta disso sua essência foi capturada qdo Bernikê que usou a esfera de Graussaf para criar uma criança para ser sua filha.  A Dahlia Semyr é incumbida de proteger a menina reencarnada até que fosse a hora de trazê-la de volta a Wasteland. A menina nasce, trazendo em si sua essencia mistica. Tanta energia não passa desapercebida por Luxfero, que desde a perda de Wasteland almeja uma vingança contra os Graussafs, e vê na energia contida na garota, uma forma de se tornar invencível e retomar Wasteland um pedaço do inferno de volta. Então ele tenta trazer Ophelia para o seu lado, ou então se apoderar da energia contina nela. Além de ter que proteger a menina, a Dahlia Semyr tem que se proteger pois é considerada uma desertora do grande circulo, passando também a ser caçada por aquelas(es) que antes eram seus irmãos em armas.