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| Imagem da internet. |
"...Sua busca o levou a uma pequena
clareira no meio de uma floresta. No meio dela havia uma formação rochosa um
alinhamento de rochas megalíticas e no cento deste templo havia uma chama e ao
redor dela havia treze mulheres totalmente nuas ajoelhadas com seus braços
estendidos em direção a chama. Ao fundo
perto do que seria um pórtico havia uma mulher vestida com uma túnica branca
com capuz, mas este não lhe cobria o rosto, revelando a beleza e suavidade nas
feições daquela que entoava um cântico dirigido a deusa.
“Eu ando com a deusa
A deusa ela anda comigo
Ela é as nuvens no claro céu
azul
Ela é a terra debaixo dos meus
pés
Ela é os oceanos e a chuva que
cai
Ela é a luz que ilumina meu
caminho.”
Aquela era sem dúvida a sacerdotisa que conduzia aquele ritual. Confortavelmente, na medida do possível, sentada em uma pedra que pertencia ao conjunto de rochas, havia uma outra mulher que estava invisível para todas as demais. Ela estava usando uma túnica branca parecida com a da sacerdotisa, sem capuz. Seu cabelo era muito negro e brilhante e como era muito comprido ela usava um diadema provavelmente ornado com diamantes e confeccionado por um exímio artesão, devido a complexidade da jóia, seu brilho era ofuscante. Aparentemente os séculos não haviam passado para ela, sua beleza sedutora estava intacta, exatamente como ele a tinha visto na primeira vez. Outra coisa que não havia mudado também era sua presença nos rituais que a invocavam pedindo a presença e as bençãos da deusa.
Invisível também, ele contornou a formação de rochas e se aproximou dela. Quando ele se revelou aos olhos dela ela o recebeu com um sorriso amigável, mas também havia uma interrogação em se olhar gerada pela sua presença ali.
- Lorde Anuare-El! que surpresa, o que o traz até este humilde ritual pagão de adoração a deusa?
- Como vai Kirkê? faz muito tempo que não nos encontramos.
- Ah! por favor Anuare-El não me chame por este nome arcaico, prefiro o atual: Circe.

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