Eles desceram as escadas e no nível abaixo havia um corredor. Na
primeira porta a esquerda, uma porta de duas folhas ela abriu uma e os dois
entraram assim que ele entrou ela fechou a porta. Era uma sala ampla com vários
objetos ao quais Anuar-El nem desconfiava a utilidade nas mágicas que Circe
praticava. Em um dos cantos da sala havia uma mesa com duas cadeiras de encosto
alto, bem antigas, como também devia ser a mesa e o jogo de xadrez. O jogo
tinha suas peças diferentes eram pequenas figuras. As peças pretas eram
representações de demônios e bestas, algumas pareceram até familiares para ele.
As brancas eram guerreiros sendo o Rei um ser alado semelhante a um Dahlia,
porém sem rosto. Ao fundo e em boa parte das paredes havia muitos livros. Alguns
objetos que apesar de não conhecê-los com certeza ele sabia que deveriam ser
objetos para as magias de Circe.
-Vamos começar Anuar-El?
-Sim não vamos perder tempo então.
-Aproxime-se.
Então na parede leste do cômodo, coberto por um pano preto, estava o
espelho das visões. Circe o descobriu e como já era o ápice da a aurora, começou a
fazer a invocação.
“Espelho do luar,
Espelho de vidro,
Permita-me ver
O que vai acontecer,
Remova o véu
Diante de mim.
É o que desejo,
Assim seja!”
Na quarta vez que ela repetiu a invocação o espelho deixou de ser um
espelho e começou a refletir imagens. Como se estivesse em transe ela tateou a
mão de Anuar-El e o mandou olhar para o espelho, pois a visão agora estava compartilhada
com ele.
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